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No Dia do Arquiteto e Urbanista, CAU/PA anuncia vencedores do Concurso Nacional de Fotografia – Patrimônio em Foco

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Pará celebra o Dia do Arquiteto e Urbanista com o anúncio dos vencedores do Concurso Nacional de Fotografia – Patrimônio em Foco. O concurso estava alinhado com as metas previstas no Plano de Ação 2021, dentro do objetivo de estimular o conhecimento sobre arquitetura e urbanismo.

A realização do concurso e da mostra de imagens qualificadas pretendeu divulgar o patrimônio arquitetônico do Pará aos profissionais e à sociedade, ampliar e contribuir para o debate da preservação do Patrimônio Arquitetônico do Pará, estimular um olhar mais profundo à arquitetura e às cidades, reconhecer e fortalecer a identidade da arquitetura e urbanismo paraense e valorizar as referências arquitetônicas e urbanísticas do Pará e divulgá-las aos profissionais e à sociedade. O reconhecimento dos valores arquitetônicos, históricos e culturais é fundamental para o fortalecimento da identidade de um grupo social.

 

Os registros dos patrimônios arquitetônicos paraenses deveriam atender ao tema estabelecido para o Concurso, Patrimônio Arquitetônico do Pará, e estarem ligadas a uma das categorias: Fotografias registradas com smartphone ou Fotografias registradas com câmeras semiprofissionais ou profissionais. As fotografias deveriam, obrigatoriamente, ter referência ou retratar imagens do Estado do Pará. Do mesmo modo, as fotografias deveriam, obrigatoriamente, serem capturadas no Estado do Pará.

 

O prêmio no valor de R$3.000,00 (três mil reais) foi atribuído ao autor do trabalho selecionado em primeiro lugar de cada categoria, além de documento certificatório. O segundo e terceiro lugar de cada categoria receberão certificados de Menção Honrosa por meio de diploma específico sem direito à premiação em dinheiro. Os demais fotógrafos receberão certificado de participação. Confira as fotografias classificadas nos três primeiros lugares de cada categoria.

 

CATEGORIA FOTOGRAFIAS REGISTRADAS COM SMARTPHONE

1º Lugar – Ruínas 
Fotógrafa: Ianie Ester Essashika Prazeres

Diante do requisitado ponto turístico Forte do Castelo, onde vemos a preservação de suas ruínas, avistamos uma construção histórica se deteriorando com o tempo. Construção esta, marcada pela transição entre o complexo turístico bem conservado e a feira que fervilha culturalmente. O descaso com o passado também é um descaso com o presente.

Ruínas

2º Lugar – Entardecer no Mercado de São Brás
Fotógrafo: Renato Martins das Neves
O Mercado de São Brás é uma construção histórica construído durante o ciclo da borracha amazônica. Atualmente malconservado, precisa de visibilidade. Espaço que contribui para o desenvolvimento das relações sociais e comerciais.

Entardecer no Mercado de São Brás

3º Lugar – Escadaria do Palácio Antônio Lemos

Fotógrafa: Beatriz Rodrigues Rosas
O patrimônio arquitetônico fotografado é da parte interna na área da escadaria principal do Palácio Antônio Lemos onde abrigava o Gabinete do Prefeito e que atualmente funciona o Museu de Artes de Belém (MABE). A foto foi feita durante minha época como estágiaria do Museu nos anos de 2019 e 2020 que também foi o período do início das obras de reforma do prédio. Antes de começar a trabalhar no dentro do Palácio creio que o visitei apenas duas ou três vezes, pois pelo lado de fora, além das claras características de abandono, ele sempre mostrou-se como um lugar fechado para visitações. Depois que passei a frequentar o Palácio de maneira regular, pude compreender melhor do porquê ele é importante para Belém. O Palácio Antônio Lemos carrega consigo vários marcos de momentos da história da cidade, desde sua fundação, dos governantes, do ciclo da borracha e toda a cultura da Belle Époque e isso vai se estendendo até a contemporaneidade.

Escadaria do Palácio Antônio Lemos

 

CATEGORIA FOTOGRAFIAS REGISTRADAS COM CÂMERAS PROFISSIONAIS OU SEMI PROFISSIONAIS

1º Lugar – Uma torre do mercado

Fotógrafo: Fernando José Lima de Mesquita

Vista interna da torre frontal esquerda do Mercado de Ferro (também conhecido como Mercado de Peixe) do Ver-o-Peso, em Belém/PA, bem tombado pela União desde 1977. Localizado na doca do Ver-o-Peso, o Mercado de Ferro, foi inaugurado em 1901, com suas quatro torres e fachadas simétricas, com influência do Art Nouveau, é um dos marcos representativos dos bens edificados protegidos por seu valor cultural em Belém. Na fotografia, busquei representar parte do sistema construtivo da arquitetura de ferro, adotada em Belém no final do século XIX. Os perfis que estruturam a torre, são vedados com placas metálicas intercaladas com esquadrias de madeira e vidro. Destaco a pátina e desgaste das peças, em especial no canto superior esquerdo da imagem, que mostra parte das camadas de cromatismos existentes que contam a história do bem, já as escadas de madeira e os adequações improvisadas nas venezianas revelam os traços dos sujeitos que reparam, consertam e mantém o patrimônio vivo.

Uma torre do mercado

2º Lugar – Ver-o-Peso

Fotógrafa: Déborah Elena Galvão Martins

Contrastando com o corre-corre do Mercado do Ver-o-Peso, a garça aprecia a paisagem. Eu atravessava a rua, quando avistei a garça contemplando o movimento, e fiz o registro do mercado de uma perspectiva diferente.

Ver-o-Peso

3º Lugar – Pedra do Cais

Fotógrafa: Bárbara Florêncio da Silva

A Pedra do Peixe é localizada às margens da Baía do Guajará na cidade de Belém-PA e faz parte do Complexo do Ver-O-Peso – conjunto arquitetônico e paisagístico de 25.000m² que possui a maior feira ao ar livre da América Latina e traduz, junto com seu entorno, a personalidade da cidade de Belém. Nela localizava-se a foz do igarapé do Piri onde diante dos avanços urbanísticos e econômicos do início do século XIX, precisou ser aterrado dando origem à Doca do Ver-O-Peso que em uma de suas margens, pelo desembarque e comercialização de pescados fora do Mercado de Ferro (ou de peixe), surgiu a denominação de Pedra do Peixe. Área de intensas atividades econômicas desde 1625 até os dias atuais, este espaço é o cenário de atividades que envolvem intensa cultura regional que representam a vida social paraoara.

Pedra do Cais

 

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